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Novembro agreste,
Porque me atromentas
Com essa chuva de leste
De gotas duras e lentas?
....
Novembro severo
O que é que te fiz pra me tratares assim?
Será que errei, será vero
Que tu não gostas de mim?
....
Oh Novembro, porque choras?
Essa mágoa presente em ti é cruel,
Deixa-me cuidar de ti em todas as horas
E abraçar-te num meigo abraço de mel
....
Apesar de já não me amares
Guardo-te sempre no meu coração
Estarei sempre aqui a apanhar os teus ares
Novembro, amo-te, não me abandones em vão
....
Amo-te Novembro, apesar de tudo,
As tuas lágrimas caem como chuvas esfomeadas
O teu suspiro emana um vento forte e destruidor
Mas ainda sinto que estás vivo, pois este calor que ainda cá permanece, permite-me perceber que não estás ausente.
Amo-te tanto meu Novembrinho!